Visitas

É no brilho da luz do dia
Que se criam as longas sombras
E todas elas se levantam
Em horror cambaleante
Avançando sobre mim
A sussurrar teu nome
Não há canto nem recanto
Em que a penumbra não se prume
A buscar-me com volúpia
Como a ti eu procurava
Não tem fim o meu tormento
Amar-te é meu arrependimento
O sol se põe e vão-se as sombras
É quando mergulho aflito
Na mortal escuridão da noite
Se pelo menos a Lua, também ela,
Não criasse sombras suas...
Só posso amá-la Nova
Pois não é possível vê-la
Pois não é possível ver-te
A não ser
Em minha própria
E interna
Escuridão

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