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Na Antiguidade (nem é preciso ir tão longe...), quando uma civilização chegava ao fim, desestruturada, corroída em todos os seus valores, destituída do que chamamos hoje tecido social, uma outra civilização tomava o seu lugar, cultural e/ou territorialmente. O que diferencia a nossa contemporaneidade daquela longínqua (?) Antiguidade, é que hoje nossa civilização é uma só, não há ninguém para nos substituir, tomar as rédeas, reorganizar-nos sob novos protocolos ou instituições.
Nossa civilização ocidental (ainda há isso de ocidental e oriental?) está morta. Não há mais o que corromper, não há mais valores éticos ou morais seguros, delimitadores, norteadores da mínima convivência social. Somos um cadáver maquiado.
Nosso drama é não termos ninguém que venha nos velar nem fechar nosso caixão: somos um corpo exposto ao tempo, empesteando tudo, maculando tudo até que não sobre mais nada de nossa podridão sobre a Terra.

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