Visitas

Não me queres à tinta
Não me amas à pena
Ignora-me ao pergaminho
Pois meu papel
Agora será o céu
Sem borda, sem limite
— hipertexto azul anil —
A pena ligeira de ganso
Etérea, ao vento manso,
Um risco de nuvem-pluma
Porque são do ar as aves
As penas e as brumas
E os versos
E o teu avoado coração
A tinta que fiz correr,
E que jamais desejaste ler,
Sejam, pois, as gaivotas
Com suas asas em “M”,
A redondilhar no alto
Os versos que te fiz
E que agora,
— virás a saber algum dia? —
Lerás com paixão tranquila.
Eu te quero tanto,
E te desejo tanto,
E te escrevo tanto,
E, entretanto...

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