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À noite e à morte
Somos todos iguais
O macio da cama
O cetim do esquife
Travesseiros de penas e dós

A manta e a tampa
Escondem o corpo
Protegem do frio
Embalam o sono

À noite e à morte
Somos todos iguais
Totalmente indefesos
Diante da sorte
Mau súbito - parada
cardiorrespiratória

À noite e à morte
Morremos de sono
Cansados de sonhos
E não acordamos:
Nos desenganamos

Fecho a cortina
Desligo o abajur
Cerro a tampa
Apago o círio

Pra que tanta luz?

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