Visitas

Cessa de inspirar-me
Musa pérfida de amores vis
E cala teus desejos obscenos
Que fazes-me escrever

Que a pena com que me punes
Te trespasse o coração
E tua alva e fria falsidade
Seja morte rubra e caldária

Ah, como arrependo-me
D'ouvir toda rima tua
De versejar todo meu sonho
De paixões e de loucuras

Lanço o pote de tinta
Contra teu duro coração
Estilhaços de poesia
Rasgo tuas vestes
Destruindo toda página escrita

Faço de meu escritório
Cena de amor intenso
Onde, porém, não houve gozo
Apenas o nosso pranto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário