Visitas

O oceano ressequido
Dos teus olhos – correnteza
Me naufragam em qualquer praia
Outros seios de areia
Outros corpos de sargaço
Outras camas de estrelas

O som da concha ao ouvido
Ecoa a imensidão vazia
De mim – cavalo marinho
Ao trote de corpos amantes
Sereias de fogo na terra molhada
Que, triste, relincha silêncios

Adormeço de sal e saliva
Acordo fisgado num abraço
E sonho voltar para o mar
Onde sei não serei amado
Mas morto e tragado, afogado
Pelas vagas de orgasmos

De teu corpo abissal

Nenhum comentário:

Postar um comentário