Visitas

Da janela fechada e embaçada
Por entre as lágrimas das nuvens
Vi-a escorrer e partir-se em poças
O guarda-chuva não pôde escondê-la

Vejo-a entrar no carro ligeira
Golpeio o vidro, grito, sangro
Desce o teu vidro, lenta
Oferece teu rosto à garoa
E o olhar à minha saudade

Arranca com o carro e o meu coração
Sobra-me a rua, a sarjeta empoçada
No vidro embaçado escrevo teu nome
Que sumirá com o frio

Como você com a garoa

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