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Mascara toda a dor do solitário frio
O fogo do coração em desespero
Que se lança cego em fúria às trevas
Destruindo as paredes da insípida sanidade

Corredor escuro de portas entreabertas
Por onde espiam pesadelos terríveis
Os passos incertos e tortos que dou
Rumo à vaga lembrança da tua nudez

Os murmúrios e gritos que escuto
Me falam de horrores e nomes ocultos
Sussurram mentiras e medos e sonhos
Distorcem teu rosto à luz moribunda

Não há neste escuro vazio e profundo
Ninguém que me escute de ódio os lamentos
Ninguém que me ponha de volta no mundo
São e sereno, derradeiro tormento

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