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Soneto Ouroboros

Não sei foi o tempo
Ou eu que parei com o lamento
Mas é raro ver-te na memória
Nem me lembro mais da tua história

A distância, que também é temporal
Desses com torrentes e vendaval
Julga melhor do que ninguém
Quem é para sempre e quem é desdém

Vão-se o rosto, a voz, as cores
Não se liga mais o nome à pessoa
O esquecimento é a liberdade dos escritores

Essa gente sonhadora e à toa
Que sem se lembrar de quem veio com seus ardores
Reescreve suas estórias, e o coração avoa

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