Visitas

O invisível é todo aquele
Que morre de saudade
De si mesmo

É aquele que já não se vê no espelho
É aquele de quem ninguém mais fala
Nem quer falar com, nem que falar para

Nenhuma preposição já o pode alcançar
Nem ele nem elas são mais essenciais
São todos encontros acidentais

O invisível não é mais que um fantasma
Uma sombra, uma má impressão
Para quem apagou-lhe todas as velas

Não o ilumina a luz dos olhares
Pois ele reflete os especulares
Negrumes das almas
À luz tão visíveis

O invisível escreve para ninguém.

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