Visitas

Foi da última mordida
A gota caída
Que roçou os lábios
Pendurou-se ao queixo
Pulou aos seios
Rolou dos mamilos
Ao ventre
— tudo é tão alvo e tão nu —
Aninhou-se no umbigo e caiu
Expulsou-a o espasmo
Do liso ao emaranhado
E aos lábios (de novo?)
Percorrendo estradas
Criadas por ela mesma
Compridas coxas
E fez da canela cereja na cor
Cujo gosto deixara à língua
Minha o mesmo
E no pé de fetiche
Por fim feneceu

Matou-me
Mas fiz da vampira
Meu prato de sexo e sangue

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