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Há versos cujas pernas
Da musa o poeta só imagina

Há versos de seios e lábios
Que o poeta beija no ar

Há mãos, dedos e pés
E carícias que só quem sente é o papel

E há sorrisos e olhares
De tantas musas ingratas...

Mas há um poema apenas
Da presença corpórea e indelével
Da musa que àquela noite
Confessou ao poeta
Ter o sono perdido

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