Visitas

E saber que cada beijo, cada toque
Nunca foi de fato nosso
A pele jamais sentida
O lábio que morreu seco
E o olhar de porcelana
— a íris dos olhos à tinta óleo —
Por trás das máscaras sufocaram

Quem de fato nós amamos
Se é que de fato nos amamos?
Por quem suspirava tua maquiagem
Para quem vestia minha melhor fantasia?

E agora que nos fomos
Para nossas realidades
Enquanto nos restam a sós saudades
Ficaram juntas e entrelaçadas
Nossas máscaras guardadas
Na mesma caixa desbotada

Serão elas e não nós
A sentirem nossa falta
Mas isso também seria
Um amor vazio de ribalta

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