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Sei eu melhor que tu
O que buscas na escuridão
Não buscas nada que não seja
Muito menos o que não esteja
Mergulhado na solidão
No escuro de um peito
Vazio e frio sem coração

Vens de longe onde nasce a luz
Com a lanterna do remorso em riste
Mas não é bastante a que te conduz
Pela terra amargurada e triste
Estás agora também na penumbra
Tão perdida e condenada quanto eu

Eu daqui vejo-a luzir
Chego mesmo a ver teu rosto
De relance, quase um vulto
A ironia é que não podes
Vislumbrar o que procuras

Nem sei se gostaria
De por ti ser encontrado
Não sei bem se à meia-luz
O teu sorriso... assustado...

Eu me calo, silencio
Não será teu próprio nome
A me denunciar

A luz que trazes à lanterna
Já começa a apagar

Vem, fica, comigo no escuro...

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