Visitas

Dispo a ti de todo verso
Que um dia dei-te
Em teu colo imerso
Bêbado do leite
— Lêvedo deleite —
Que hoje aflui reverso

Que um dia, de novo, se deite...

Não!
Tomo à força cada rima
Que já te fez muito mais bela
És agora a vindima
De vingança — ah, sequela!
Por não teres falecido
Nem tampouco enlouquecido
Da poesia e do poema
— Suprema anatomia! —
 De que já te revestiste
Vil, fingiste

Não pude ser a pena
Que matou-te
De poesia
Hei de ser a cantilena
Que te chora
E te expia

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