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Não era pra ser poema
A prosa que não tivemos
A palavra blasfema
Tudo o que não vivemos

Não era pra ser poesia
Que rasga afiada o peito
— e o papel
A rima limita — heresia!
Torna o dizer rarefeito
— Tropel

Cada verso que escrevo
Eu não...
O que sinto e transcrevo
Em vão...
Ah, esse ofício tão servo!
Aflição!

Não era letra, era beijo
Não era estrofe, era abraço
Tudo isso é um seixo
Cada linha é um fracasso

Era só pra dizer...
Frente a frente dizer...
Que eu, que nós, que você...
...
Cadê?

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