Visitas

Quando o azul é imaculado
Não pratico meu ofício
Teus olhos azulejados
Não me pedem sacrifício

À noite se a lua é nova
E a escuridão o mundo cega
As trevas que enchem a cova
Dizem: fica em paz, sossega

Mas se o céu desbota e alva
Já posso deixar o ócio
E vê-la com toda a calma
Sem mais nenhuma salva

Quando vai a lua alta
E ilumina vultos no breu
Vislumbro-te à ribalta
Estrela no perigeu

Caço nuvens, arredias
Cada vez que repudias
Escrevo o que nelas vejo

...ninguém ouve o que solfejo...

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