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A pena já correra um verso
Dois
Quase um terceto
Foi no fim do quarteto...

O escritor levantou-se
A pena adormecida
A tinta molhada ainda
O escritório vazio...

Fechou-se a porta — rangia
Ganhou a rua — vazia
Molhou-o a chuva — fria
Abandonou a poesia

Sem razão nem motivo
Nunca mais fez-se visto
Por sobre o papel
Agora quem chora é a musa...

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