Visitas

Acorrentada e sentenciada
À umidade do teu desejo
Apodreço no cativeiro
— masmorra de teus sorrisos —
Esperando do carcereiro
Um pouco do teu gracejo
Que um tanto desconfiado
Estranharia tantos risos

E vivo assim, prisioneira
Encarcerada no calabouço
Onde toda a boca se cala:
No poço frio e escuro

Do teu beijo sombrio e sujo

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