Visitas

Desespero no encalço dessa alça
Que espero – enlouqueço
Deslizar por sobre os seios
— Os anseios —
Sem contudo desnudar
Cada desejo intumescido
De seda e rendas
De sonhos arrendados
Por quem sonha arar a terra
De que és feita

De que me cobres...

Imagino que te dobres
Sob o peso do afago e do apego
Pecados nobres — sem sossego
E que as curvas dos espamos
Deixem os loucos pasmos
De sanidade ao ver que a cura
De toda essa loucura
É entregar-se sem juízo — nem censura
A tudo o que é não são:
Tanto o amor
Quanto a paixão

E morramos todos
Nos estertores

Da contradição

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