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Foi o meu ou foi o teu
Coração soturno e matreiro
Que tomou pá e se fez coveiro
Abrindo em teu rosto duas covinhas
Em que ora numa ora noutra me deito
De onde não me levanto, côncavo leito
A cada sorriso que não me dás?

Foi o teu ou foi o meu
Tempo perdido, exímio escultor
Que talhou em teu rosto duas covinhas
No osso da face de eterno sorriso
Das quais me levanto defunto e assombro
As rasas covinhas de outros sorrisos?


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