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Faz frio no sótão da solidão
E estás aí, tão quente e perto
Teu coração

Se o tiro para mim
Ficas oca, vazia
Como eu

É assim que deve ser?
A que jaz acalenta ao peito
A pulsação que o vivente já perdeu?

A transfusão não é o bastante
Deita
O transplante é o modo derradeiro
De tê-la por inteiro
Ainda que os dois
Meio a meio...

Que a fria maca seja a cama
E a fina faca a promessa de quem ama
Até a morte que eu queria
E não esperava
De quem amava


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