Visitas

Aqui do alto
À noite
Não enxergo o solo
Há névoa
A mesma que me enevoa
A vida, a visão, o vão

O vento me provoca
Balança
Quem quer o tombo?
Sopra, me lança
O que há de vazio em mim
Será que sua brisa alcança?

Seria tão mais fácil
Arremessar-me ao abandono
E abraçar o salto
Etéreos
Cego, livre e solto
De tudo
Que insiste
Em insultar-me

Faz tanto frio cá no alto
No alto de quê?
E as luzes da cidade
Que vislumbro
Piscam
Arriscam um aceno
Resistem às trevas
Interrompem a dor
Quem liga e desliga
O interruptor?

Melhor que o salto
E o acalanto do fim
Em voo
É sentar-me na beirada
De quê?
Para esquecer dos dias
E permanecer na noite
Fria, frios
No alto, distante
A um eterno instante
Do
Que

Por
V...i....r....

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