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Minha cigana é meio profana
Anda descalça, vestido sem alça
Que mostra as canelas e o colo dela

Tem tantas pulseiras e tornozeleiras
E brincos e anéis que quase se esconde
De mim com o som de mil cascavéis

Minha cigana toca pandeiro, violino
Dança felina com jeito ladino
E canta, me encanta com a voz de cetim

Que lhe acaricia a santa garganta
Mais que os colares de ouro carmim
Mais que os beijos que dou-lhe na nuca

E que deixam minha cigana maluca


Imagem: Charles Roka (1912-1999)

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