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É no escuro da casa morta
Que me encontram as almas tortas
Amores malditos, desaparecidos

Fantasmas e sonhos de faces horrendas
Que outrora beijaram-me a boca pudenda
Me lançam à loucura, solidão tão escura

Mais só do que eu é a casa sozinha
Sem rua, sem bairro, nenhuma vizinha
Tão longe da estrada, tão perto de nada

Se fecho meus olhos não vejo mas sinto
Olhares, sussurros, pavor indistinto
Se abro meus olhos... E você, o que vê?

Não há luz nem lanterna
Só vultos e sustos
Meu amanhecer há de ser
A insanidade
Eterna...

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