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O vento venta para o moinho
Que mói meu amor devagarinho
E faz farinha do que já senti
Mas já não sinto, não mais, sem ti

E à farinha acrescento fermento
E aumento o tamanho do arrependimento
E levo ao forno, ao fogo, às chamas
Que a lembrança tua toda inflama

Deixo ao tempo fazer queimar
Essa mistura tão má e mortiça
Até que tudo se torne cinzas
E o vento volte e as faça ventar

Em direção àquele moinho
Como eu, tão sozinho
Que gira tão devagarinho
Que o tempo passa sem passar

Sem me dar tempo
De te reconquistar...

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