Visitas

Não havia nada além do vento
E do tormento
De ter apagadas as pegadas
Que deixei na areia
Do tempo

Parei de caminhar
Deixei-me soprar
E mudar com as dunas
Preso na areia
Do tempo

Espero a próxima tempestade
Seca e quente
Na esperança fria
De que a umidade ardente
De meus olhos precipite

Para que a areia escorregadiça
Se transforme em movediça
E assim me afogue, mate e enterre
E o meu tempo encerre
Até que uma nova agonia

Me ressuscite

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