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Quem é que vem me acordar
Estando a lua alta
E o meu coração a sonhar?

Sou eu, a noite infinda
Que te castigo com a insônia
Por não amar a estrela mais linda

Quem é que me vem sedar
Tão alto o sol no céu
E a vida a me provocar?

Sou eu, o dia mais iluminado
Te trago a punição do sono
Por ter o beijo mais radiante ignorado

Quem vem do alto cobrir-me a vista
Com as nuvens mais pesadas
E a negar-me o arco-íris

Sou eu, o céu mais alto e mais distante
Que te proíbo a memória carinhosa
Da cor dos olhos do amor que acizentaste

Quem é que me impede o passo
E não me dá nenhum espaço
Para seguir o meu caminho

Sou eu, a terra pesada e imensa
Que te cobriu o corpo
Por enterrares a esperança

De amar de novo
De um novo amor
Por te entregares ao pavor
Da solidão
De novo

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