Visitas

Pode ser apenas sono
A ponto da indistinção
Entre o desejo vagabundo
E o profundo bocejo

Não sei se quero a cama
Para dormir
Ou para fingir
Que você está lá

Meus olhos se fecham
Contra sua vontade
Me lembram você
Sua resistência em abrir-se

Derrubo um copo de vinho
Sobre o livro aberto
Ele o bebe mais do que eu
Agora é a história de um ébrio

Dou a última tragada
Está aceso o cigarro?
Ensaio um pigarro
Sou um clichê de roupa amassada

Chego à varanda
Como cheguei?
Na calçada vejo você
Ei, por onde anda?

Espera, não vá embora!
Eu já desço!
É só pular o parapeito!

Aquele sonho em que a gente cai...


Nenhum comentário:

Postar um comentário