Visitas

O mesmo sol do qual me escondo
Trás teu vulto vai se pondo
E a tua sombra projetando
Sobre mim, me levantando

Em contraluz tu és tão sombra
Quanto eu que contra a luz
Continuo ocultando o rosto
Esperando o eterno ocaso

Que nunca vem posto que a noite
É a morte de toda sombra
E assim te vais
Uma vez mais

Só quando a lua é cheia
E os cães ladram e uivam ao longe
É que a tua sombra branqueia
E da minha penumbra foge

Só quem já esteve só
À noite a escuro ermo
Sabe que as sombras dizem
Os nomes dos nossos medos


Nenhum comentário:

Postar um comentário