Visitas

Cá vago
A rainha impoluta
De todas as prostitutas
Santas meretrizes
De prazeres inauditos
E amores malditos
Como se houvesse
Um amor ainda
Que não fosse maldito
Pelos que não (me) amarão 
Jamais

Cavalgo
A fúria nua em pelo
Do prazer e arrio
Meu corpo sobre o teu
Sorrio
Que o sorriso é o arreio
Da crina fêmea
Antes amazona
A mais hábil
A comandar a rédea
Sob a qual me rendo
Tua espora
Que não espera

Vagueio
A nudez cansada
E o trote lento
Portento
Portanto
Por tanto tempo
Mais eu montaria
Mas é vasto o pasto
E a liberdade
Não pede sela
Embora queira eu
O sossego
Da tua cela

Doma a dor de partir
Mansa e selvagem
E as duas ao vento
Poderás para sempre
Sentir


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