Visitas

Não abres a porta
Quebro-lhe a janela
Com o grito do vento

Desespera-te com o uivo
Sufocante do teu nome em ódio
Que te sangra os ouvidos

Corre pela casa que estremeço
Bato portas, derrubo móveis
Retratos meus

Estás só na escutirão
Sopro e arremesso velas
Que se perdem pelo chão

Não sou nada, larga a faca
Sou etéreo, sou fantasma
Louca se queres matar o vento

Todos os rostos sombrios
Que em volta de ti assombram
São os teus amores frios

Não há nada no breu, só eu
Não há mais ninguém na casa
Corres e te cortas na vidraça

Vou-me e te deixo à lama
Sangue pisado e chovido
Se vieres a te levantar

Outra vez
Em tua alma
Irei soprar

Um comentário:

  1. Saudações, Poeta! Passando aqui para elogiar seus escritos e avisar que estou compartilhando esse aqui em meu blog (Com seu devido crédito, é claro. Sempre!). Caso eu não possa, favor entrar em contato que retiro. Aguardando mais de suas poesias sombrias do Corvo.

    Abração!

    ResponderExcluir