Visitas

Beijar-te
É passar o lábio ao fio
Da faca que é tua boca
É cortar-me
Com o frio da mentira
Temperada à forja
De desejos incandescentes

Mas beijo-te assim mesmo
E exponho o coração de aço
Ao sangue que da boca corre
Pois o ferreiro, se não malha, morre

Lanha o cabo do martelo
A lâmina da vulva afiada
Escorre a solda
Queima a carne
Assim é nossa oficina
Nossa "metalorgia"


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