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Deixa-me às grades
Que construí em volta
Posto que ardes
Quanto te soltas

Não é pelas chamas
Com as quais já me queimei
É pelas cinzas em que me tornei:
Sempre que te consomes, me abandonas

Como não te podes pôr a gelo
Ainda que aos outros congeles
Escolho a distância do fogo
Por mais que tu te rebeles

Se a queima do teu corpo
Se a combustão de toda a paixão
Se o martírio de toda a queimadura
Significasse que me amas...


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