Visitas

Não me recuso
Aceito
Abre-me o peito
Parafuso
Porca
Miséria

Arranca-me de lá
Tira-me dela
Da tranquilidade
Insuportavelmente
Banal

Entrego-te o que há de pior
De mais negro e terrível
Faz com essa sombra
A pior das indignidades
A terrível iniquidade
Do gozo imoral
Sórdido prazer
Sublime
Tão sublime
Tao do corpo

Arca com a consequência
Anca impudica
Clemência
Espanhola inquisição
Ao som das castanholas
Que toco como toco
Os seios
Olé
Guenica pintada no lençol

A sombra escorre
Sou-a e não a caibo-me mais em mim
É tua, a tiraste da luz
Atiraste sem dó
À queima-roupa
Que roupa?
Sou o sonho ruim que te acordou
Mas foste tu mesmo quem me dormiste

É negro todo esse prazer
Como se fosse possível
Haver prazer
Nas sombras
Do mais monstruoso amor
A urrar gutural
Na borda da janela
Ao amanhecer
Da mais clara noite

Nenhum comentário:

Postar um comentário