Visitas

Acabou a diversão
De sentir a brisa
Com um empurrão
A emoção do impulso
Finaliza
O pulso

Não me canso
- ou já exausta -
De esperar quem venha
Ao coração que já se arrasta
E que forças tenha
Para empurrar-me do balanço

A corrente que sustenta o assento
De madeira podre, roída
De ferrugem corroída
Me aprisiona à lembrança
Dos sorrisos de criança
Que contava com alguém
Que a balançava
Alto e além

Restei-me inerte
Cá embaixo e muito aquém
Esperando o último flerte
Que me levará mais alto
E muito mais além
Que o balanço do nosso amor
Já imaginou propor

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