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Traio a morte
Com teu sorrisos
O que te torna amante
Sem nunca ter-me amado
E a mim, vivo,
Estando já morto e enterrado

Enciumada, a morte
Deseja-te também
E assim não me procura
Quando mais a quero
Para fugir dessa loucura
Que é desejar-te indesejado

Como pode tanto amor
Existir e mesmo assim
Ao mesmo tempo não existir
Se desistir, de um e de outro,
Do beijo não é o desejo
Nem meu, nem dela
E, muito menos, teu?

Só não sabes, ainda,
Que queres me beijar
Talvez porque não viste
Nem soubeste
Que esta sombra que te assombra
Sou eu, a tua saudade

Um comentário:

  1. Muito boa essa poesia. Fico emocionado com seu estilo de escrever, com o seu viés poético. Parabéns amigo e continue a nos brindar com essas pérolas poéticas.

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