Visitas

Toda poesia insiste em ti
Quando já desisti
E já tanto me afastei
Que já nem sei
Por que deveria ouvir
A inspiração vir
Sussurrar
Para me reaproximar
De absolutamente
Nada...

Se parasse de escrever
Talvez tu pudesses me ver
Mas então já verias um morto
No tranquilo conforto
Do colo da musa egoísta
A agonia sem a tua verdade
A morte por uma vaidade
Que nem sequer é a minha
Então cai a pena ao chão
Deixo de lado a profissão
E o ofício de sonhar-te minha
Cujo nome revelo enfim
Nesta última linha:
(a musa derrubou todo o nanquim)

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