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Minha casa é sem número
Meia-água, sobradinho
Porta aberta pro mundo
Do meu jeito, meu cantinho

Todo dia passa Felicidade
Faceira na rua em que moro
Calçamento de pé-de-moleque
Que já fui, já faz tempo, outrora

Mas ela não bate na porta
Não me chama, não olha pra mim
Passa direto que nem carteiro
Quando não traz carta pra gente

Mas não tem nada, nem me entristeço
Por que eu a veja pela janela
Do meu sobradinho, tijolo à mostra
E aí penso como seria, se um dia...

Mentira...
A tristeza na sala que o diga...


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