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Escreve o que te direi
E não pensa
A prensa te espera
Espero
Digo
Que todos os nomes do amor
Morram na letra inanimada
Porque a vida é viva
E a escrita é morta
Um poema lido
É um beijo que não se deu

Registra o que te falo
Com exatidão
E deixa ir ao vento
Não espera a prensa
Te ouço
Falo

Que todo o ódio
Desenfureça na poesia
De amores e fantasia
Ao papel
Com tudo que a vida prescinde

É, pois, salvação
Toda poesia maldita
Que prende no verso
O que não se quer na vida

E o amor que se viva!
Ainda que abrigue o ódio
Na rima


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