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Ah, mas no final...
No final a gente sempre dorme
Seja ou não conforme
O que não se fez de bom
Ou o que se fez de mau
A gente sempre dorme

Cansaço de amor
Exaustão de desamor
Entre braços proibidos
Entre espaços desmedidos
A gente sempre dorme

O sono vence a razão
A insensatez da vida
A embriaguez das avenidas
A morbidez das chácaras
O recanto e o reconto das xácaras
Não por coincidência
Das mil e uma ou duas noites

O sono, duvide se quiser,
Vence até a paixão

O sono é o sublime "cala-te"
É a porta fechada
E entreaberta
É naufrágio, deriva
Quem sabe ao certo
Onde irá acordar
Quando o pesadelo acabar?
Longe ou perto
Do deserto da vigília?

Le sommeil c'est la petite mort
De la gran
On ne se reveille jamais

Ah, mourir en français
Ah, Maries que je connais...


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