Visitas

Miinto minhas próprias verdades
Porque, se ditas
Soterro-me em desditas
Além daquelas que dá-me
O destino maldito

Deixai-me, pois, crer no que digo
E que não creias, vá bem,
Minto mal, dou sinais
Livro aberto sem vergonha
Minha metaficção é dedo-duro

As paredes do escritório
Como as folhas de papel...
Minto com tinta nestas
Minto e me ouvem aquelas
Se pintasse, mentiria também nas telas

Espaços em branco...
À lua também já menti
Mas só quando cheia
Quando nova
Vivo verdades escuras


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