Visitas

Dói ser a maldição
De ser o que sou
Doeria muito mais
Não ser aquilo
Que a mim se destinou

O remédio acabou-se há tempos
A receita ficou retida
Teu rosto apagou-se há tempos
Atrás de uma tarja preta

A doença é crônica
O destino, irônico
Maldito por não te ter
Maldito por te ter tido

Se o amor é imortal
Amarei-te morto
Até o final

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