Visitas

Deixe que a noite engula
Com todo o silêncio
O que se retorce em negritude
Dentro da imensidão
Pútrida de meu coração
Já desistente pelo cansaço
E pelo mormaço
Em que se tornou a vida
Adormecida
No colo de sonhos mornos
E infames de amores
Sonolentos e preguiçosos

Que me trague o breu
E me traga o seu
Pesar
Pois é mentira
Que tudo há de passar...

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