Visitas

Há uma lâmina fria
Que me percorre
Em busca da sangria
Que pressiona a pele
Onde ela é mais fina
Pressionando o fio
Que marca
E só não corta...

Esse gume não o pus
Sobre meus poros
Não sou eu quem o move
Não sou eu minha a ameaça
Meu desafio
Meu cansaço
Minha desistência
Minha resistência

Contudo serei eu
Quem fará o corte
Quando chegar a hora
De me esvaziar de tudo
E me encher de paz
Aliviado da vida
Ela, antes da própria espada
De prata
Quem primeiro me cortou

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