Visitas

Porquanto tenha morrido a alma
Salgada do faroleiro
Apagou-se para sempre a luz
E abandonou-se à sorte
O farol
Que enferruja e tomba
E sepulta-lhe o corpo
Preservado pelo sal
Desenganado pelo sinal
Da embarcação
Em que não estás
E que jamais virá

Ironia de maré:
Escuro e apodrecido
Ainda assim é referência
E aviso de perigo...

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